Os aparelhos inteligentes estão ganhando cada vez mais espaço em nossas vidas com a chamada Internet das Coisas (IoT). Após a ascensão dos smartphones, as smart TV’s já conquistaram o mercado e outros utensílios como geladeiras, relógios e óculos também começam a se popularizar. E isso pode ganhar um reforço após decreto presidencial nº 9.854, publicado no dia 26 de agosto, que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas no Brasil, além de dispor sobre a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas (Câmara IoT).

De acordo com o texto, o Plano tem como finalidade implementar e desenvolver a Internet das Coisas no país e, “com base na livre concorrência e na livre circulação de dados, observadas as diretrizes de segurança da informação e de proteção de dados pessoais”.

Como Internet das Coisas, o Plano define ser uma “infraestrutura que integra a prestação de serviços de valor adicionado com capacidades de conexão física ou virtual de coisas com dispositivos baseados em tecnologia da informação e comunicações existentes e nas suas evoluções, com interoperabilidade”. Em outras palavras, são aparelhos tecnológicos conectados à internet que conversam entre si e permitem personalização e controle de diversas maneiras. É um conceito capaz de mudar não só como nós vivemos, mas também como trabalhamos e lidamos com diversos problemas.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), autor do projeto em conjunto com o Ministério da Economia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com a sociedade civil – empresas, academia, agencias de fomento e outros órgãos, um dos objetivos é que o Brasil se beneficie da tecnologia de IoT. Segundo o MCTIC, o Plano apresenta importantes mecanismos para o fortalecimento do ecossistema de inovação nacional e para o desenvolvimento de projetos de IoT no país.

Câmara

A Câmara IoT é um órgão colegiado que irá supervisionar as ações no âmbito do Plano. Ela será composta por representantes de cinco ministérios (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Economia, Agricultura, Saúde e Desenvolvimento Regional) e outros membros que serão indicados pelos titulares dos órgãos e designados pelo secretário de empreendedorismo e inovação do MCTIC, pasta que vai presidir a entidade.

São competências da Câmara IoT: monitorar e avaliar as iniciativas de implementação do Plano de IoT, promover e fomentar parcerias entre entidades públicas e privadas, discutir com os órgãos e entidades públicas os temas do plano de ação, apoiar e propor projetos mobilizadores eatuar conjuntamente com órgãos e entidades públicas para estimular o uso e o desenvolvimento de soluções de IoT.

Tecnologia

Na prática, o Plano pode fomentar a produção de tecnologias de IoT no Brasil, como já vem acontecendo em outras partes do mundo com muita velocidade. São aparelhos, equipamentos e utensílios que desenvolvidos por indústrias e startups e que podem trazer praticidade e solução de problemas nas mais diversas áreas. Um exemplo disso é o ITBra, desenvolvido pela Cyrcadia Health, capaz de identificar o câncer de mama nos estágios iniciais. O diagnóstico é feito por um top com microssensores que identificam variações mínimas de temperatura na região dos seios. Ao transmitir as informações para o smartphone da usuária ou para o médico, os dispositivos ajudam os profissionais da saúde a identificar padrões que possam representar um perigo para a saúde da mulher.

Por Camila Mitye
Equipe Zap