A Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e especialistas do mundo inteiro recomendam: em tempos de pandemia do novo coronavírus (COVID-19) é preciso evitar idas desnecessárias às unidades de saúde. Com a expansão dos casos no Brasil, o risco de contaminação especialmente nos ambientes hospitalares foi um dos fatores que levaram a uma decisão rápida do Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que possui atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica no país. A liberação da prática de teleconsulta, excepcionalmente no período em que a pandemia da COVID-19 é enfrentada, representa um salto tecnológico no atendimento médico, algo que ainda poderia levar anos para ser tirado do papel.

O CFM enviou ofício ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no dia 19 de março, reconhecendo a eticidade da modalidade, levando em conta também a necessidade de proteger tanto a saúde dos médicos, que estão na frente de combate dessa batalha, como a de pacientes que necessitam de atendimentos diversos.

De acordo com o documento encaminhado, a telemedicina poderá ser exercida nos seguintes moldes: teleorientação, que permite que médicos realizem à distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento; telemonitoramento, que possibilita que, sob supervisão ou orientação médicas, sejam monitorados à distância parâmetros de saúde e/ou doença; e teleinterconsulta, que permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, as consultas à distância entraram, desde então, na rotina de hospitais, operadoras e clínicas médicas, aumentando a demanda pela teleconsulta em sete vezes num período de 15 dias, em alguns casos.

Evolução tecnológica

A nova forma de se consultar, mesmo que tenha sido autorizada apenas provisoriamente, só é possível graças aos avanços tecnológicos existentes atualmente, como serviços de comunicação instantâneos modernos e acessíveis, dispositivos móveis popularizados e conexão de internet de alta velocidade, capaz de possibilitar a troca de informações entre médico e paciente de forma dinâmica e eficiente.

Para os pacientes que querem acessar o serviço é preciso consultar detalhes como as credenciais do médico, na maioria das vezes disponível por meio dos canais dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM’s), a segurança da privacidade na plataforma utilizada para a teleconsulta e a validação da documentação médica, ou seja, assinatura com certificação digital para autencidade de receitas e atestados.

 

Por Camila Mitye
Equipe Zap