Há quem diga que os dados valem mais do que petróleo hoje em dia, o portador de centenas de milhares de dados de um grupo pode ter nas mãos informações valiosas sobre padrões de consumo, estilo de vida e até intenções políticas. 

A sociedade tem demandado cada vez mais privacidade e, por conta disso, no ano passado foi aprovada no Brasil uma lei que será a base legal para a segurança de dados – a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi sancionada em agosto de 2018 e deve entrar em vigor dentro de oito meses, em agosto de 2020.

O que é?

A LGPD estabelece regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais (físicos ou digitais), impondo mais proteção e penalidades para o seu descumprimento. 

Após oito anos de debates, o projeto foi aprovado por unanimidade da Câmara dos Deputados, onde teve origem, e em regime de urgência pelo Senado em julho do ano passado.

Leia o que diz a lei na íntegra aqui.

Como foi a discussão do projeto de lei?

A aprovação da LGPD brasileira aconteceu no momento em que estourava no mundo o escândalo do vazamento de dados dos usuários do Facebook

Coletados pela empresa Cambrigde Analytica, as informações de milhões de pessoas foram utilizadas nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, que culminaram na vitória de Donald Trump, e no referendo conhecido como Brexit, que resultou na retirada do Reino Unido da União Europeia.

O que dizem os especialistas de segurança?

A tecnologia trouxe inúmeras facilidades, mas também deixa brechas para questionamentos sobre a segurança dos milhares de dados pessoais que circulam pela rede. 

Os especialistas de segurança comemoram a aprovação da LGPD, afinal, seu propósito é proteger esses dados e impedir seu mau uso, de forma antiética ou ilegal.

A lei obriga as empresas a se adaptarem a uma nova forma de lidar com dados sensíveis dos clientes ou usuários, primando sempre pela proteção destas informações e evitando causar danos de qualquer natureza, podendo ser responsabilizadas por isso.

Mas como o mercado vai se adaptar? É cada vez mais comum a adoção de ferramentas para coletar e analisar dados de consumo em busca de oferecer anúncios que melhor se adequem ao perfil do público-alvo.

Desde que foi aprovada, a LGPD tem alterado essa dinâmica, estimulando as empresas da área a buscarem formas não invasivas de coletar dados e desenvolver ações.

Uma política de privacidade simples, direta e objetiva, além de implementar o gerenciamento da segurança de dados são alguns dos instrumentos eficientes e que, além do cumprimento da lei, garantem a força de uma relação honesta e respeitosa com o cliente.

 

Por Camila Mitye

Equipe Zap