Uma grande força-tarefa realizada pela Zap Telecom, TMK Net, Conectlan, Eletronet e outros 15 provedores de acesso à internet do Tocantins foi responsável pela retomada do funcionamento do serviço no estado após a queda de cinco torres de transmissão do linhão na última terça-feira, 1º de outubro. A queda se deu pela forte chuva que atingiu a região centro-sul do Tocantins no final do dia, chegando de maneira intensa ao município de Nova Rosalândia e às torres da linha de transmissão, o que ocasionou o rompimento do cabo OPGW por onde passa a rede da Eletronet, derrubando o circuito e deixando 27 cidades totalmente apagadas.

Com o incidente, o Anel 07 da Eletronet acabou ficando aberto, comprometendo o tráfego de dados em cerca de 18 estados do país. Conforme informou o técnico de telecomunicações da Eletronet Edson Nascimento, que acompanhou o trabalho de campo no Tocantins, a abertura no anel prejudica todo o circuito por ser um ponto de tráfego importante por onde circulam dados de todo o país, além de sobrecarregar o sistema em outros locais. O anel tem mais de 16 mil km no total e compõe uma rede construída há cerca de 30 anos.

Kleber Moreira, da TMK Net de Gurupi, ressaltou que a cidade, uma das maiores do Tocantins, praticamente parou durante três dias sem conexão à internet, que suspendeu serviços básicos à população. “Gurupi foi uma das mais afetadas pelo seu tamanho e por ser referência para os outros municípios. Mas nosso cálculo é que cerca de 40 mil usuários de todos os provedores e diversas regiões tenham sido afetados”, relatou.

Devido à gravidade do ocorrido, a Eletrobras pediu um prazo de 15 dias para recuperar o linhão, o que, para Aureliano Arantes, da Zap Telecom, é um prazo inaceitável tanto para os provedores quanto para os clientes. “Por isso nós decidimos, cada um com seus recursos, fazer essa força-tarefa, com a parceria importante da Eletronet, que arcou com boa parte do custo e enviou uma equipe que nos deu todo o suporte em campo”, disse.

A união de 18 provedores do Tocantins levou mais de 80 homens para o campo realizando o lançamento de um cabo em paralelo à rede OPGW para subir o circuito, fechando o anel novamente, enquanto o linhão é restaurado. “Aproveitamos que um dos parceiros já tinha uma estrutura montada que precisava ser estendida e ajustada. Ao todo foram 45 km de cabo aéreo auto-sustentado, margeando a BR-153, lançado em 36 horas de trabalho ininterrupto”, relatou Aureliano.

A queda da linha de transmissão foi registrada às 18h10 do dia 1º de outubro. De acordo com Marcelo Marra da Conectlan, como resultado da força-tarefa dos provedores, o anel foi fechado e os serviços de internet reestabelecidos às 18h10 de sexta-feira, 05, exatamente 72 horas depois. Após a reconstrução do linhão a Eletronet retornará o circuito para a rede OPGW.

Os provedores que atuaram na força-tarefa são Zap Telecom, Conectlan, TMK Net, VIP On-line, Toledo, BrT Informática, Reggia, Cianet, Meganet, Top Telecom, Bira Net, Pronto Fibra, NetPrime, Norte Net, Sim Internet, Turbo Net, Net Box e LaNet, que contaram com apoio da Eletronet e dos fornecedores da capital, Palmas, Digital Connect e Distech.

OPGW

O OPGW (Optical Ground Wire) é um cabo metálico por onde passa as redes elétrica e fibra óptica. É amplamente utilizado pelas empresas transmissoras de energia em todo o Brasil. Nestes cabos trafegam serviços vitais para o SEP (Sistema Elétrico de Potência), tais como, proteção de linhas, supervisão e telecomando de subestações, dentre outros.

Por Camila Mitye
Equipe Zap Telecom